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domingo, 13 março 2005

Rio turvo empurra Briosa para o fundo da Superliga

Categoria: Jogos 2004/2005

Académica de Coimbra e Rio Ave empataram esta tarde a zero bolas, numa partida em que, pese o maior ascendente atacante por parte do conjunto da casa, o crer de alguns dos seus atletas nunca foram capazes de quebrar as barreiras que o nervosismo classificativo e a defensiva bem organizada do Rio Ave impuseram. Dário e Mozer foram os principais actores desta partida, geralmente, jogada sem brio nem espectacularidade. Académica volta a cair no fundo da tabela, enquanto o Rio Ave consolidou o seu lugar no espaço 'europeu'.

Enquadramento. Depois de uma série muito positiva de 4 jogos sem perder, a Académica partia para este jogo empenhada em vencer o Rio Ave. Apesar disso, Nelo Vingada via-se condicionado por uma onda de castigos e pelas crónicas lesões do seu plantel. Roberto Brum, Luciano Fonseca e Tixier, todos castigados, eram cartas fora do baralho da Briosa. Já o Rio Ave, tranquilo no 6º lugar da Superliga com 36 pontos, partia para este jogo com o propósito de manter a sua série de 3 jogos sem perder, pretendendo colmatar com entrega as importantes baixas como Gaúcho, Paulo César ou Delson. A equipa de Vila do Conde é das que mais empata na Superliga, 13 empates contando com o ponto conquistado em Coimbra, empates que na maior partes das ocasiões (7) são conquistados extra-muros. E à parte disso, tem o pior registo de vitórias fora de casa – já não vence desde Outubro, altura em que foi ao Bessa roubar três pontos ao Boavista.


As tácticas. Nelo Vingada, em virtude das várias lesões e castigos que assolaram a sua equipa, apostou num sistema de 4x4x2 com desdobramento ofensivo em 4x1x3x2, com Nuno Luís e Kenedy a apoiarem a equipa, pelos flancos, em situação ofeniva. Paulo Adriano era o médio mais pendular, cumprindo o desígnio box-to-box, já Ricardo Fernandes jogava bem próximo do duo Dário – Marcel. Carlos Brito, também limitado na convocatória, lançava todos os seus trunfos em campo, apostando num 4x4x2, com Jacques e Saulo abertos nas alas, apoiados de perto por Evandro que, em situação atacante fazia de falso ponta-de-lança.


Público da casaBoa moldura humana no Cidade de Coimbra, sempre empenhada no apoio à sua equipa. Não foi por eles, em particular pela Mancha Negra – a celebrar 20 anos de existência - que a Briosa não saiu vencedora.


Guarda-redes Numa tarde em que as defesas levaram, claramente, a melhor sobre os ataques, mérito para os dois guarda-redes. Se por um lado Pedro Roma não foi chamado a intervir, quando o fez fê-lo com espectacularidade e segurança. Já Mora, ligeiramente mais solicitado, deu sempre boa resposta aos intentos de Dário, Marcel ou Paulo Adriano e resistiu às hostilidades do público da casa, enervado pelos seus tiques.


Jogadas de envolvência Duas mais salientes, uma para cada lado. Para a Académica, ainda antes do intervalo, nota para Paulo Adriano que abriu para Kenedy cruzar para Marcel, mas o brasileiro foi antecipado por uma fracção de tempo pelo lateral-esquerdo contrário, Miguelito. O Rio Ave, na ocasião mais clara de golo, a par da bola no poste por Dário, desenhou uma boa jogada de colectivo quando Gama primeiro e depois Junas, testaram Pedro Roma com elevado grau de dificuldade.


Nervosismo dos anfitriões Assolados pela pressão de vencer, os jogadores da casa raramente foram capazes de, esclarecidamente, levar a melhor sobre a organização do meio-campo / defesa do Rio Ave.


Anti-jogo A posição na tabela era confortável, as lesões obrigaram a uma gestão mais hercúlea do esforço e combate à pressão contrária, mas episódios como o que Saulo protagonizou não são nada abonatórios para a boa imagem e o bom futebol que o Rio Ave tem deixado pelo país fora.


Os destaques.



Junas Naciri Envolveu-se em desnecessárias picardias com Nuno Luís e jogou sempre com demasiada agressividade... Apenas foi castigado com o amarelo a um minuto do fim, talvez tarde de mais.


Sr. Fernando O condutor do carro-maca não é suposto atropelar ninguém, quanto mais o médico da equipa contrária. Para não falar dos insultos aos jogadores...


Mozer Trinco com prestação vistosa. Intrasponível no seu sector e sempre que 'baixava' no apoio aos centrais. Saiu lesionado a minutos do final, quando era claramente um dos melhores em campo.


Dário Cada vez mais próximo do seu estilo do passado. Batalhador, aculitante, sentindo as cores da sua briosa. Lutou bastante, mas encontrou na defensiva do Rio Ave uma barreira difícil de ultrapassar. Numa tarde de futebol desinspirado e inconsequente, trouxe alguma alma ao Cidade de Coimbra.




Remate. Um jogo de má qualidade com desfecho aceitável que coloca a Académica no 18º lugar e o Rio Ave com 37 pontos, com a manutenção assegurada e a europa a dois passos.

Publicado por blogue do rio ave às 20:00

Comentários:





Como adepto e sócio da Académica, gostei bastante deste post. Fica-vos bem admitir que o Rio Ave teve algumas atitudes menos próprias, como a do Saulo, do Mora, entre outros. Já vi a vossa equipa fazer grandes jogos esta época e acho que atitudes dessas não a dignificam em nada. Mas pronto, cada um joga com as armas que tem, e a verdade é que a Académica não teve capacidade para as contrariar, pelo que o resultado é justo.
Um abraço.


:: uma recarga de Johnny em março 14, 2005 07:16 PM