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sexta-feira, 1 abril 2005

Carlos Brito: «Não vamos entregar as coisas de bandeja»

Categoria: Entrevistas

Antevisão do Vit. Guimarães - Rio Ave, publicada pelo jornal 'O Jogo'


"Um jogo complicado" é o que Carlos Brito hoje espera de Guimarães. A posição que os vimaranenses ocupam, anteriormente pertença do Rio Ave, "não surpreende" o técnico vila-condense, aliás, "o que surpreendeu foram as posições em que o Vitória esteve até há poucos meses". "Continuo a achar que, a seguir aos 'grandes', é um dos melhores planteis que existem", elogia Brito.

O treinador do Rio Ave lembra que o Guimarães "é uma equipa que vem em crescendo, com motivação elevadíssima" e que até já "ambiciona, com legitimidade, chegar ao quinto lugar". Todavia, ir ao "Afonso Henriques" lutar pelo mísero ponto continua a não ser filosofia em Vila do Conde: "O meu desejo é tornar o jogo complicado também para o Vitória. Um bom resultado em Guimarães é ganhar, mas só para acumular mais três pontos", ressalva Carlos Brito, desmarcando-se ainda de uma possível ambição europeia. "Se isto nos vai dar acesso a mais alguma coisa que não seja a manutenção, que está assegurada, já é outra história. O nosso campeonato, até ao final, é muito complicado, por isso ambicionarmos mais do que aquilo que já temos é difícil. Agora, não quer dizer que a gente vá entregar as coisas de mão beijada", alerta.

O substituto de Franco está encontrado entre as duas soluções internas de que Brito dispõe: Danielson e Bruno Mendes. "Já decidi, mas posso dizer que neste momento seria muito mais fácil pôr a jogar os dois e tirar o Idalécio. São ambos muito bons profissionais, que até aqui tiveram dois companheiros que não lhes deram grandes hipóteses de entrar na equipa. Algum deles vai ficar triste, mas não posso fazer muito mais em relação a isso", confessa o técnico do Rio Ave.

Decisões não são para já

O facto de o seu nome ser falado sempre que um clube de maiores ambições troca de treinador não passa ao lado de Carlos Brito. É o que acontece de momento em relação ao Marítimo, que terá em Juca técnico provisório até ao final da SuperLiga. No entanto, pelo menos para já, Brito prefere concentrar-se no que resta para jogar esta época: "Não acho que seja a melhor altura para decidir se fico, ou não, no Rio Ave. Faltam oito jogos, há muita coisa a disputar e a última imagem é que fica. Às vezes, passa-se de desejado a indesejado e como prefiro ser sempre uma pessoa desejada, aguardo com tranquilidade aquilo que há-de ser o meu futuro. O Marítimo? Continuo a jurar a pés juntos que não fui contactado por ninguém."

Publicado por blogue do rio ave às 03:27

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