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sábado, 30 abril 2005
Vit. Setúbal 2 - 0 Rio Ave: Crónica do Jogo
Categoria: Jogos 2004/2005
Por este Rio abaixo...
O Vitória de Setúbal somou, esta tarde, a sua primeira vitória caseira na Superliga, desde que José Rachão substituiu José Couceiro no comando dos setubalenses. Este triunfo da equipa sadina garantiu a conquista, matematicamente falando, de um lugar na Superliga 2005/06 e aconteceu perante um Rio Ave pós-sensacional que, depois da derrota averbada a semana passada, frente ao Gil Vicente, voltou a estar muito aquém do nível com que pautou a sua prestação nesta edição da Superliga. Os golos de Ricardo Chaves e Meyong, ainda durante o primeiro tempo, foram suficientes para garantir ao Setúbal uma vitória inteiramente justa, quanto tranquila. Para o Rio Ave foi o adeus, praticamente em definitivo, a um lugar na Taça UEFA.
Enquadramento. O Vitória de Setúbal partia para este desafio vindo de uma série de um empate e duas derrotas, para a Superliga, a última das quais averbada na jornada anterior, na Madeira, frente ao Marítimo. O Rio Ave, depois de ter visto a inviolabilidade do seu reduto ser quebrada pelo Gil Vicente, na passada jornada, encarava este jogo com o objectivo de almejar a melhor classificação possível, depois de já ter, há muito, assegurado a manutenção na Superliga.
As tácticas. José Rachão apostou num esquema de 4x2x3x1 onde Meyong era o homem mais adiantado, mas municiado, de perto pelo trio formado por Manuel José, Jorginho e Bruno Ribeiro. Carlos Brito, apostado no seu esquema de 4x3x3, lançou Valente para o lugar do lesionado Miguelito e devolveu a titularidade a Paulo César, preterindo Gaúcho. Gama e Evandro encarregavam-se do jogo pelas alas.
Contra-ataque sadino Os dois golos do Vitória FC nasceram a partir de rápidos lances de contra-ataque. Uma arma que o Rio Ave tantas vezes explorou e que, esta tarde, foi aproveitada com mestria pelo seu adversário.
José Rachão Muito criticado, de fora e também por alguns sócios do Vitória, mas a verdade é que conseguiu levar os sadinos à final da Taça de Portugal e esta tarde garantiu a permanência na Superliga.
Qualidade do jogo Depois de uns primeiros 15 minutos 'explosivos', a qualidade do jogo foi decaindo até ao apito final do árbitro Artur Soares Dias.
Rio Ave Algumas baixas por lesão e as saídas de Franco e Ricardo Nascimento não podem ser desculpa para tão pálida prestação. É que contra o Benfica as circunstâncias eram as mesmas e aí foram estóicos, no mínimo. O mais certo é repetirem a dose contra o FC Porto. Quem corre só para a TV, arrisca-se a passar à história.
Os destaques
Evandro Numa época de altos e baixos, pautada maioritariamente por baixos, o jogador que sobressaiu em 2003/04 atravessa um péssimo período de forma. Simplesmente, não existiu em campo.
Moretto O guardião brasileiro tardou em impôr-se, mas demonstrou, mais uma vez, que é um excelente jogador. Punhado de intervenções de grande nível.
Manuel José Esteve envolvido nos lances que deram origem aos dois golos do Setúbal, ao fazer as duas assistências. Mexe-se e faz mexer todo o ataque sadino, não admira que possa regressar ao FC Porto ou ingressar noutro dos «grandes».
Remate. O Vitória garantiu a manutenção na Superliga à custa de uma exibição serena, sem grande brilho, mas mais do que suficiente para levar de vencido um Rio Ave amorfo, sem vontade e, claramente, a acusar o «síndroma» de fim de temporada. Os comandados de Carlos Brito, se já na jornada anterior disseram adeus à Europa, podem sair da cidade do Sado com a certeza desse mesmo adeus.
Publicado por blogue do rio ave às 17:38
Estive no jogo em setúbal, e acho que o Evandro não teve tão mal quanto isto,penso que as coisas não lhe tem saido bem,e penso que que teve os jogadores muito piores que ele, por favor parem com esse comentários maldosos.
:: uma recarga de João em maio 2, 2005 08:58 PM