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quarta-feira, 25 maio 2005

António Sousa: «A prioridade das prioridades é a estabilidade total»

Categoria: Entrevistas

O novo treinador do Rio Ave, o sanjoanense António Sousa, será apresentado oficialmente durante a próxima sexta-feira. Mesmo ainda antes dessa oficialização ter lugar, o futuro treinador do nosso clube, já discursa enquanto líder máximo do grupo verde-branco. A partir de uma curta entrevista ao jornalista Marco Aurélio Carvalho, para a SportTV, decidimos recolher e adaptar as palavras de Sousa, o timoneiro da nau vila-condense para a temporada 2005/06.


-- Como é que foi viver uma temporada fora da acção dos relvados?
-- Um treinador tem de estar preparado para períodos de inactividade. No entanto, ao fim de dois ou três meses o bichinho acaba por interferir e as coisas surgem porque sentimos a necessidade estarmos permanentemente em contacto com o mundo do futebol. Naturalmente que isso nos faz falta. De qualquer forma, fui ultrapassando com maior ou menos dificuldade essa falta através dos estabelecimentos comerciais que tenho em São João da Madeira.


-- E logo na temporada em que esteve inactivo, a sua anterior equipa desceu de divisão. Como sentiu esta descida do Beira-Mar?

-- Temos sentimentos e temos paixões. Quando passamos por uma casa, por vezes adaptamo-nos e gostamos muito dela, como é o caso. Tenho uma passagem por Aveiro e pelo Beira-Mar de quase 16 anos de vida, oito como jogador e oito como técnico. De maneira que isto para nós é marcante e deixa-me com grande tristeza este campeonato fora do comum que o Beira-Mar fez, caíndo na Liga de Honra. Espero e desejo em relação ao futuro que situações destas não possam mais acontecer. Beira-Mar é um clube da SuprLiga e Aveiro merece estar no escalão principal.


-- Agora que abraçou um outro projecto, o que espera da época no Rio Ave?
-- Vou entrar com grande prazer e grande paixão. Estou motivadíssimo para retomar de novo aquilo que eu mais gosto de fazer, que é estar naturalmente no mundo da bola. É evidente que vou apanhar uma equipa que tem tido um estatuto permanente e estável graças ao trabalho desenvolvido pela qualidade do seu treinador, neste caso o meu colega Carlos Brito, como também pela gestão de toda a Direçcão. É um clube sério, humilde, de gente capaz de conseguir dar aquilo de que os jogadores e a equipa têm necessidade. Vou fazer, ou continuar a fazer, um trabalho positivo dentro daquilo que o Rio Ave tem sido ao longo das últimas épocas. É isso que me foi pedido, que me é exigido, e que estou plenamente convicto de que vou conseguir fazer.


-- Não estranhou o facto de ter estado parado um ano e só agora ter surgido uma proposta concreta?
-- Não achei estranho porque, felizmente, tive possibilidade de retomar o trabalho desde o início da época passada. A meio da época surgiu possibilidade de treinar algumas equipas. Fui solicitado tanto por clubes da SuperLiga como da Liga de Honra. Entendi que não era o momento adequado para retomar aquilo que mais gosto de fazer e sujeitei-me a um período de interregno mais prolongado do que desejaria que tivesse acontecido. A vida é feita destas coisas e acho que merecia um projecto mais aliciante. O trabalho que tenho vindo a desenvolver no futebol tem a sua marca, penso que as pessoas o conhecem.


-- Então parece ter valido a pena esperar...
-- Sem dúvida nenhuma. É com grande motivação que vou partir para um clube novo. Para uma casa nova. Para um projecto completamente diferente. Vou de braços abertos no sentido de procurar também ajudar o clube, a cada dia que passa, a ser melhor.


-- Em função das últimas duas temporadas que o Rio Ave fez, não receia que os adeptos do seu novo clube ambicionem uma qualificação para a Taça UEFA, por exemplo?
-- Não tenho medo de nada. Não tenho receio de nada. Felizmente tive felicidade de chegar às competições europeias pelo Beira-Mar através da conquista da Taça de Portugal. Como treinador, foi o único grande objectivo e grande feito alcançado. De qualquer forma, a exigência do Rio Ave não será propriamente essa. Vamos tentar fazer um campeonato tranquilo, estável. Procurar dar grande qualidade em termos de jogo, a exemplo do que a equipa tem vindo a demonstrar, e vamos procurar acima de tudo manter todos estes níveis que o Rio Ave tem demonstrado. A prioridade das prioridades é a estabilidade total. A partir do momento em que isso for conseguido, se pudermos ter um discurso diferente, na devida altura o faremos e iremos sempre à procura de melhor.

Publicado por blogue do rio ave às 02:18

Comentários:





Um bom pontapé de saída em termos de discurso do nosso "mister". Com alguma cautela, como se compreende em época de transição, mas sem fechar a porta à ambição. Vamos lá ver como se dá a trabalhar fora do Beira-Mar...


:: uma recarga de Hugo Anjos em maio 25, 2005 02:52 PM


nao vao já começar as falsas humildades e as palermices do discurso da cautela porque nao o vou permitir...ou me fala em ganhar a superliga....ou pode voltar para o ninho aonde estava....afinal é um homem ou um rato?
para mim é o melhor treinador nacional!
tem a melhor equipa...quero que ele diga nem que seja com medo que quer vencer a superliga...como qualquer clube que entra numa competiçao quer.chiça.


:: uma recarga de henrique em maio 27, 2005 07:38 PM