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quinta-feira, 16 junho 2005

Gama: «Sei que não vou jogar toda a vida»

Categoria: Entrevistas

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Entrevista publicada no jornal 'O Jogo' de 15 de Junho de 2005, conduzida por Ricardo Nuno Fidalgo

O "capitão" joga mais uma época e só depois, com a convicção de que terminará em grande e o sonho de deixar o Rio Ave na Europa, pensará em trocar o relvado pelo banco, o balneário pelo gabinete técnico. Acredita não ser eterno, mas garante apresentar-se em boas condições


Não há defeso que se preze sem ter uma boa novela, daquelas de enredo especulativo tal que se torna impossível adivinhar o final. Com Gama aconteceu há semanas, num "fica, não fica" como jogador e consequente "vai, não vai" para treinador. Optou, ele e o Rio Ave, pelo "fica e não vai" e diz-se preparado para ajudar o clube numa transição que espera ser rápida para o novo ciclo que será iniciado com António Sousa.

O JOGO | Depois de tanto se falar noutras possibilidades, acabou por se manter como jogador...

GAMA | Sim e o objectivo é tentar fazer uma época idêntica às duas últimas. As pessoas olham para mim como jogador em final de carreira, mas tenho demonstrado em campo que a idade por vezes não conta. Vou partir com a esperança de fazer uma boa época e ajudar o clube a consegui-lo também.

P | Mas foi real a hipótese de transitar para a equipa técnica?
R | Não. A Direcção achava que, pela época que fiz, ainda tinha possibilidades de continuar a jogar e a intenção foi sempre essa. Não se falou da hipótese de fazer parte da equipa técnica.

P | Encara essa como uma possibilidade a curto prazo? Carlos Brito, por exemplo, começou assim...
R | Sim, é evidente que sim; encararia da melhor maneira se surgisse esta época, do mesmo modo que encararei se surgir mais à frente. É natural, sei que não vou jogar toda a vida.

P | Aceitando ficar como jogador, sentir-se-á, naturalmente, nas melhores condições para isso...
R | Penso que a época que fiz, apesar dos 35 anos, demonstrou que ainda tenho forças para continuar mais uma temporada.

P | Uma época em grande para terminar?...
R | Sim, se tivesse terminado na que passou também seria em grande. Agora, espero é que no ano em que terminar acabe em grande, individual e colectivamente, porque só uma delas nunca nos satisfaz.

P | E colectivamente, depois de duas épocas com a Europa por perto, que objectivos serão os do Rio Ave?
R | Vão ser os da manutenção, mas é evidente que, como nestes dois anos andámos perto dos lugares europeus, vamos querer andar lá novamente. Seria um grande feito se o conseguíssemos. Os jogadores mereciam, por estes dois anos em que andaram lá em cima, a chance de jogar uma competição europeia. Mas o Rio Ave está há dois anos na SuperLiga, quer cimentar-se e isso faz-se de ano para ano. No futuro, o clube poderá lutar por uma competição dessas; neste momento, é prematuro dizer que é isso que se quer. Com o campeonato a rolar, vamos ver o que poderemos fazer.

"As pessoas não esquecerão a marca que deixa Carlos Brito"

P | Este será um ano de transição para o Rio Ave. É importante para o clube que, tendo perdido o treinador e alguns jogadores, não saia o "capitão"?
R | Importante é manter o núcleo duro da equipa e penso que isso foi conseguido. Uma ou duas pessoas não alteram muito na estrutura e mantê-la é que era fundamental. Esperamos que a transição seja um período rápido e que signifique o continuar dos bons jogos e bons resultado que equipa fez nos últimos dois anos.

P | Preparados para António Sousa?
R | Sim, os jogadores estão sempre preparados para qualquer treinador. Vamos tentar ajudá-lo, como ele certamente tentará que possamos render o máximo. É com a naturalidade do próprio futebol que o vamos receber e ajudar a que faça um bom trabalho.

P | Concorda que Carlos Brito marcou um ciclo no Rio Ave?
R | É evidente que sim. Conheço o Carlos Brito desde que era jogador, acompanhei o seu início de carreira como treinador e sei que marcou muito a última década do Rio Ave. Com ele, o clube conseguiu seis presenças na I Liga e criou uma equipa que as pessoas gostam de ver jogar. Sai do Rio Ave pela porta grande e um dia voltará a entrar por ela, porque as pessoas não vão esquecer a marca que deixa e tudo o que fez pelo clube e pelo nome da cidade de Vila do Conde.

"Contratações de ambição"

P | Como tem seguido as contratações do clube?
R | Tenho seguido pelos jornais. Penso que o clube tentou contratar jogadores ambiciosos, um pouco desconhecidos, que se possam vir a afirmar. É o que vem fazendo ao longo destes anos; não é uma equipa que contrate muitos nomes sonantes, aposta antes em atletas desconhecidos, ambiciosos e que, depois, conseguem brilhar no campeonato.

Olhar sobre o mano Bruno Gama (FC Porto)

"Pode esperar-se dele que venha a ser um grande jogador. Tem 17 anos, passou por uma fase de adaptação no primeiro ano de FC Porto e penso que poderá vir a ser, a curto prazo, uma realidade do futebol português. É um grande talento e esperamos que na próxima época possa jogar mais vezes, sem nos esquecermos que ainda será júnior. A sua evolução será cada vez maior e quem o acompanha está esperançado de que será um grande craque do futebol português."

Publicado por blogue do rio ave às 00:05

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ESTOU CONVENÇIDO QUE É ESTE ANO K O GAMA DÁ O SALTO. ACREDITA, CAPTAIN!


:: uma recarga de JOE FAGUNDES em junho 16, 2005 02:20 PM