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domingo, 31 julho 2005
Rio Ave 0 - 0 Leixões: Ataque de pólvora seca
Categoria: Jogos Particulares 2005/2006
A equipa de António Sousa empatou a zero bolas, ontem à tarde, frente ao Leixões SC e continua a evidenciar preocupantes carências ofensivas. Num confronto entre velhos rivais de duas das mais significativas comunidades piscatórias portuguesas - Vila do Conde e Matosinhos - aconteceu um jogo tecnicamente pobre, bastante influenciado forte 'nortada' sentida no Estádio do Rio Ave, mas sobretudo pela falta de qualidade no futebol praticado.
Sousa, depois de duas derrotas e do recente nulo em Vizela, voltou a apostar num esquema de 4x4x2 para o primeiro tempo. A resposta dos titulares foi positiva, com a equipa a exercer um domínio avassalador sobre um Leixões bastante 'curto', demasiado preso à defesa e a um esquema de contra-ataque inconsequente. O Rio Ave esteve bastante consistente na defesa, mas sobretudo, no meio campo. O regresso de Mozer parece ser grande parte da explicação desse sucesso, o médio - depois de quatro meses ausente dos relvados, por lesão - está a atravessar um excelente momento de forma. O ataque, entregue a uma dupla inédita - Chidi e Keita - deu uma resposta, globalmente, positiva. Especialmente o nigeriano Philip Chidi. Aliás, pertenceram ao avançado ex-Famalicão as duas melhores ocasiões da primeira parte do encontro. Se na primeira, o guarda-redes 'bébé', Baptista, foi eficaz no vôo ao remate forte e colocado, na segunda o corte providencial de um defesa leixonense evitou que Keita encostasse para um golo, todo ele, bem trabalhado por Chidi. Ao intervalo um nulo com sinal mais para a equipa da casa, apesar do recurso, excessivo, ao futebol pelo centro do terreno, descurando as alas.
Com um onze praticamente diferente, a equipa disposta em 4x3x3 - 4x2x1x3 - e jogando contra o vento, o Rio Ave da segunda metade caiu bastante de produção. O jogo tornou-se lento, enfadonho, quase sempre com a bola tratada a 'pontapé para o ar'. Uma seca. Agostinho ainda testou Baptista e quase fez o 1-0, já Gaúcho - em tarde verdadeiramente desinspirada e sensaborona, para variar... - também falhou um golo feito, após trabalho exímio pelo flanco direito do ataque verde-branco. Tudo o resto foi para esquecer. Do lado do Leixões, sob o comando de Rogério Gonçalves, houve uma resposta quase à altura, claro está, nivelada por baixo. De referir que Diogo Furlan - entrado ao intervalo para o lugar de Milhazes - se lesionou na sequência de um choque com o extremo Jorge Gonçalves, o mesmo extremo que acabou por ser a unidade mais acutilante do ataque matosinhense, fundamentalmente fruto da (in)adaptação do médio Cleiton Goiano à lateral esquerda. O jogo acabou bastante mal jogado, com os principais motivos de interesse a centrarem-se na bancada, principalmente, entre o fervor de alguns adeptos mais calorosos de uma e outra equipa.
Nesta partida, presenciada pelo 'clã' Sousa, em particular o filho Ricardo, deu para confirmar que a defesa se mantém de 'aço'... Que seja para continuar. O meio-campo ganha muito com Mozer, mas apesar do médio vestir a camisa '10', sente-se muito a falta de um jogador que pense todo o futebol da equipa. O ataque, com Chidi e Keita ganhou pulmão e alguma fantasia, já com Gaúcho, Gama e Agostinho, e depois Fábio Coentrão, pouco interesse teve. Importa rever os problemas de finalização da equipa, antes que o 'timing' para a estreia em Penafiel seja, irremediavelmente, curto. Segue-se uma visita ao Desportivo das Aves, equipa sob o comando do Prof. Neca - e que ontem esteve em 'espionagem' em Vila do Conde. Espera-se que saiam golos dessa partida, de preferência nas redes contrárias. Já era tempo...
Ficha do Jogo:
Rio Ave
1ª parte:
Mora - Zé Gomes, Danielson, Idalécio e Milhazes - Mozer - Niquinha, Delson - Marquinhos - Chidi e Keita.
2ª parte:
Mora - Ricardo Jorge, Bruno Mendes, António e Diogo Furlan - Mozer, André Vilas Boas - Cleiton Goiano - Agostinho, Gaúcho e Gama.
Jogaram ainda: Candeias, Diego Pessoa e Fábio Coentrão.
Os reforços em poucas palavras:
Milhazes - É bastante combativo e defensivamente nunca compromete. A atacar, para além de arriscar poucas vezes a subida, nem sempre cumpre.
Chidi - Força conjugada com fantasia e muita vontade em mostrar serviço. No primeiro tempo, foi o principal quebra-cabeças da defesa leixonense. Bom jogo. Melhorou graças ao apoio de alguém no sector mais avançado.
Keita - Apresentou-se com alguma mobilidade e bastante entrega ao jogo. Mas falta-lhe ritmo, entrosamento com os colegas e, sobretudo, algum amadurecimento. Dêem-lhe tempo.
Ricardo Jorge - Não é um defesa de raíz e, por vezes, sente dificuldades no contacto físico. Hoje fizeram-se sentir bastante. Ofensivamente, continua a 'marcar' pontos, tem bons pés e parece saber bem o que fazer deles.
António - Precipitado e trapalhão. Assim pode deixar de justificar a aposta.
Diogo Furlan - Mais ofensivo que o colega de posto, e também mais abnegado. Gosta de integrar o ataque e cruza bem, lesionou-se durante a partida. Que não seja nada de grave.
André Vilas Boas - Pouco esclarecido na coordenação de manobras atacantes e demasiado errático no passe.
Cleiton Goiano - Rende mais quando pode jogar na sua posição natural - médio interior esquerdo. Quando não ocupa esse território, perde fulgor, à imagem do que sucedeu hoje com a (in)adaptação à lateral esquerda, por lesão de Furlan.
Agostinho - Um lance isolado na cara do guarda-redes, bem 'travado' pelo guarda-redes Baptista. De resto, o jogo parece ter-lhe passado um pouco ao lado.
Diego Pessoa - Saltou da 3ª linha de escolhas para o lugar de Mozer, a meio da segunda parte. Um ou outro rasgo fantasiado, nada de especial.
Fábio Coentrão - Poucos minutos em campo, contra o vento... Nada a registar senão o empenho de sempre.
Publicado por blogue do rio ave às 01:26
gostei do trio de ataque marquinhos chidi keita da defesa super compacta e do meio campo intransponivel.beijinhos para que ama o rio ave.e parabens ao sousa por ser mais pessoa que o brito. Gostei da dupla de ataque Keita - Chidi, apesar do senegalês ainda acusar alguma (natural) inadaptação. O Marquinhos pareceu-me demasiado perdido naquele espaço das 'costas' dos avançados. Grande foi o regresso de Mozer. Fantástico! A segunda parte foi fraquinha, tirando o lance do Agostinho e o falhanço do Gaúcho - incrível - o resto foi bastante pobre... Acho que a equipa deu-se bastante melhor com o 4x4x2 do que com o 4x3x3, especialmente no meio campo - perdemos agressividade, esclarecimento e, até mesmo, alguma criatividade. Mozer e André Vilas Boas não cabem no mesmo onze... MARQUINHOS foi o mehor em campo apesar de parecer perdiido estava muito bem a servir o chidi e o keita só n se notava muito.força para quem gosta de todos os jogadores do rio ave.e para quem nao gosta tambem.os golos que vamos marcar estao guardados para alturas mais importantes.
:: uma recarga de henrique em julho 31, 2005 10:44 AM
:: uma recarga de João Carmo em julho 31, 2005 11:56 AM
:: uma recarga de henrique em julho 31, 2005 01:09 PM
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