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quarta-feira, 7 setembro 2005

Gama, tesoura e cola

Categoria: Artigos

Artigo publicado no jornal 'A Bola'

DESFIARAM-SE recordações e desafiou-se a memória . Gama leva 18 anos de carreira desde que se estreou na Liga maior. O extremo do Rio Ave é o futebolista que há mais tempo ousou calçar as chuteiras no principal campeonato português, botas que ganharam a companhia da tesoura e da cola...

Image hosted by Photobucket.comSão dois álbuns guardados como as mais preciosas relíquias. Neles repousam quase todas as principais recordações da carreira de Gama. O mais antigo dos recortes obriga-nos a recuar até 1989 e a notícia convocava o extremo-direito, então no Sp. Braga, para a selecção de sub-21, uma equipa de muitas promessas e da qual apenas restam em actividade Vítor Baía e Fernando Couto. No arquivo de Gama falta o início da sua actividade, é certo, pois o gosto pela tesoura e pela cola foi incutido bastante mais tarde por Carlos Brito, numa altura em que ambos dividiam o balneário do Rio Ave como... jogadores. A memória, essa, completa o registo físico. E, aqui, algumas falhas também se notam.

À pergunta se o dia de 24 de Outubro de 1987 se reveste de algum significado para Gama, o futebolista vacila e lança um ar de desconfiança, embora o ano lhe seja particularmente familiar: «1987? Se calhar foi quando me estreei na I Divisão...» Certo . Num jogo frente ao V. Setúbal, com a camisola do Sp. Braga, lançado por Manuel José. Entrou em campo para jogar os últimos nove minutos da partida. Das fintas idealizadas no banco teve tempo para interpretar algumas. «Fiz um ou outro drible. Lembro-me de correr e de me passarem a bola em profundidade», recorda com o mesmo orgulho com que encarou esses preciosos instantes no relvado do 1.º de Maio. Gama era ainda júnior.
Dezoito anos depois e poucas rugas cravadas na face, o futebolista guarda o respeito de todos os companheiros de profissão, muitos treinadores e o sentimento de ter «uma carreira bonita», em dois emblemas apenas, registando «melhores recordações do que más». Como não cabem no livro dos recortes, as faixas de campeão da Liga de Honra, conquistadas em duas ocasiões, têm garantidos outros lugares de evidência lá em casa. Outros títulos? «Sempre que atingi os objectivos da equipa. Valem à vontade como qualquer campeonato dos grandes», assinala sem ponta de frustração por nunca ter erguido troféus mais importantes.

Publicado por blogue do rio ave às 12:42

Comentários:





o gama é o pilar de toda a estrutura do rio ave estou a trabalhar para que ele seja uma mistura de todos os treinadores que conheço.


:: uma recarga de henrique em setembro 7, 2005 01:39 PM


Grande GAMA! Juntamente com Niquinha, as duas grandes referências do Rio Ave da última década! Estátuas para os 2 em frente ao estádio!!!


:: uma recarga de Renato Sousa em setembro 7, 2005 11:55 PM

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